Por trás do hype: o Graffiti como parte do Movimento Hip-Hop

Pelos muros da cidade, o Graffiti espalha cor, conta história e registra o poder da imaginação e as vozes da rua. Mas, antes de refletirmos sobre as representações dessa arte, precisamos entender como surgiu, né? Então bora lá!

Graffiti vem da palavra italiana grafito que basicamente significa “escrita feita com carvão”. E olha que irado, é uma prática milenar, papo de homem das cavernas! O Graffiti que estamos falando está ligado ao Movimento Hip-Hop, que tem quatro vertentes: o Break, o Rap, DJ e o próprio Graffiti. E surge lá na década de 70, em Nova York, nos EUA, como manifestação de movimentos populares reivindicatórios. Ou seja, antes mesmo de se tornar uma arte, o Graffiti foi uma forma de manifestação política de jovens de comunidades afro-americanas, latinas e jamaicanas. Era o gueto falando e ocupando os espaços urbanos.

Aqui no Brasil, o Graffiti chega em meio a um cenário que não era nada bom, a repressão militar. Anos bem conturbados, onde a população era silenciada com a censura da ditadura. E é aí que o Graffiti assume seu papel como arte transgressora. 

Os muros das ruas não são mais simples muros, passam a ser porta voz. Voz de uma juventude que estava entalada com os esculachos das autoridades. Era subversivo, revolucionário. E como tudo que surge do povão, não foi fácil no início. “Os Gêmeos”, pioneiros do graffiti em SP, relatam que até mesmo encontrar um bom bico de spray era raridade. Osso!

Graffiti na Comunidade Tavares Bastos, Catete

Na década de 90, o Movimento Hip-hop cresce na cena e a grafitagem ganha ainda mais espaço ocupando muros pelas periferias de Sampa, Rio, Brasília, Recife e outras capitais. Mesmo sendo um movimento que vem lá dos ‘’States”, no Brasil vai ganhando novas roupagens e incorporando elementos culturais nacionais, ficando mais a nossa cara. A parada se desenvolveu tanto aqui, que os grafiteiros brasileiros começam a ganhar destaque na gringa.

Então, o que antes era só da rua e super desvalorizado, hoje já aparece em galerias de artes e museus. Mas não confunda! Alguns grafiteiros preferem permanecer no underground, porque acreditam que ficar no centro da cena artística vai contra as raízes e o próprio conceito dessa modalidade. A arte, por si só, é sempre controversa e não dá para generalizar num movimento unânime. 

Temos grandes nomes na cena: Os Gêmeos, Kobra, Nina, Nunca, Anarkia Boladona, Crânio e tantos outros. Aqui no TTK temos o Remela, Panmela Castro, Priscila Rooxo, Tnak e muito mais, mas isso é assunto pra outro dia #spoiler. Reparou pelos nomes citados que tem mulher na parada, né? Em nosso rolé pela área ficamos felizes pra [email protected]#!& em ver as minas representando. Salve Rede Nami! 

O Graffiti junto ao Movimento Hip-Hop, não é só hype e estética. Teve muito corre e porrada lá atrás para o graffiti começar a ser visto como arte. É mais do que isso, é movimento social. Estimula na juventude a consciência sobre pertencimento territorial, cidadania e papel político. Graffiti é arte, história, subversão, crítica social, é resistência, e sobretudo, a voz da rua, da cultura de rua.

Movimento TTK

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